sexta-feira, 17 de julho de 2009

Exposição Gian Paolo Doth

Teresópolis – 2001
Óleo sobre tela
46 X 55cm


Telhados Ubu, Espírito Santo – 2006
Acrílico sobre tela colado em eucatex
46 X 60,5cm





Praça Saens Peña – 2008
Óleo sobre compensado
24 X 50cm








Angú do Gomes – 1997
Óleo sobre eucatex
50 X 65cm




Tijuca, Casa Granado – 1997
Óleo sobre eucatex
60 X 80cm






Uruguaiana Camelódromo – 1997
Óleo sobre eucatex
50 X 65cm


Pedra do Grajaú – 2003
Óleo sobre tela colada em eucatex
46 X 60,5cm




Quadrado da Urca 3 – 2003
Óleo sobre eucatex
33 X 41cm






Barra de São João – 2000
Òleo sobre compensado
24 X 50cm





Araruama, Coqueiral – 2001
Óleo sobre tela
45 X 55cm







Imaginário 2 - 2007
Óleo sobre eucatex
38 X 46cm





Laurinda – 2003
Óleo sobre tela
27 X 35 cm




Quadrado da Urca – 2001
Óleo sobre eucatex
55 X 60,5cm






Barco no Quadrado da Urca – 2003
Óleo sobre tela colado em eucatex
60 X 80cm






Espírito Santo, Ubu – 2008
Casa da Maria Claudia
Acrílico sobre tela
40X50cm




Araruama, Coqueiral - 2003
Acrílico sobre tela
54 X 73 cm



Imaginário - 2008
Ácrílico sobre tela
40 X 60cm
Pão de Acúcar com Marinha – 2002
Colagem com acrílico sobre tela
80 X 130cm


Teresópolis – 1998
Óleo sobre eucatex
50 X 60 cm


Tijuca – 2005
Colagem e acrílico sobre tela
80 X 109cm






Grajaú – 2003
Óleo sobre tela
50 X 65cm




Tijuca – 2005
Colagem e acrílico sobre tela
80 X 100cm

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Cores da Alegria

"Um monte de torta na mão de palhaços, no que é que isso vai dar?", pergunta o palhaço Biribinha para a platéia.
Pois isso pode dar um quadro, responderia o pintor Gian Paolo Doth, que foi festejar a alegria das cores no Anjos do Picadeiro, um encontro internacional de palhaços, realizado anualmente pelo Teatro de Anônimo.
A antiga Rua do Mercado, no centro do Rio de Janeiro, se transformou num autêntico picadeiro a céu aberto, numa tarde nublada de sábado (06/12). Quem por lá passou, recebeu de presente uma torta... na cara. Nem Gian Paolo escapou do prêmio, recebido das mãos de Biribinha, um dos palhaços retratatos na obra do pintor.
Da inusitada experiência, o artista plástico sintetiza: "que coisa boa - pintar rindo". O resultado não poderia ser outro: um quadro que explode de alegria no amarelo, um mar dourado de onde surgem, em variados planos, os fantásticos seres de nariz vermelho, dando vida e movimento ao espaço da tela. É como se várias coisas ocorressem ao mesmo tempo, e num mesmo lugar.




Gian Paolo cercado de palhaços no Anjos do Picadeiro

De uma tela em branco, Gian Paolo manejou seus pincéis para registrar a sutileza e a grandiosidade de uma arte milenar: a palhaçada, que ganhou nas ruas um espaço pleno de comunicação.
Mais uma vez, o Anjos do Picadeiro provou que lugar público é mais do que um espaço de passagem. É o lugar da arte e da vivência do aqui-agora. Seja lá no que isso vai dar.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Traços Visuais de um Quinteto

Quem sai de casa para ver um show musical, quer assistir mais do que música. A expressão de uma banda tocando ao vivo, o som que ecoa do movimento das mãos, dedos e corpos no palco, o astral do lugar, o encontro com pessoas, a festa - eis os vários elementos que compõem a cena musical.

Foi na tentativa de captar visualmente os múltiplos ambientes da música que o pintor Gian Paolo Doth se municiou de pincéis e cores e de uma tela em branco para registrar ao vivo o show do Quinteto Sivuca - uma homenagem ao mestre da sanfona, promovida pelo SESC Rio, na Tijuca, em 19/10.

"O prazer de pintar e o prazer da música são as maiores motivações", resume Gian Paolo, que é precursor no Rio de Janeiro do movimento "Ateliê Sem Portas", resgatando uma tradição milenar da pintura, que é o trabalho ao ar livre em ambientes públicos.


Dessa vez, o pintor optou por cores leves, sempre guiado pela intuição. O amarelo predominante não só traz leveza ao quadro como também um ar de nobreza, típica de uma homenagem póstuma.

A presença de um pintor num show musical vem a corroborar com a tendência contemporânea de integração das artes, uma característica milenar que remonta aos antigos gregos. E o trabalho de Gian Paolo Doth se constrói exatamente sobre essa busca: a construção de espaços de harmonia entre a música, a poesia, a dança e a pintura.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Vernissage lota galeria em Copacabana

O talento e o carisma de Gian Paolo Doth atrairam centenas de pessoas para o seu mais recente vernissage, ocorrido no início de outubro, na galeria Ambiente Del'Arte, em Copacabana. Um verdadeiro sucesso! Amigos de longa data, parentes, alunos, produtores culturais e aficcionados por artes plásticas lotaram o espaço.

"É o resultado do reconhecimento de Gian Paolo como um grande pintor contemporâneo", afirma a curadora do evento, Flavia de Oliveira Barreto. "Os quadros do artista são um ótimo investimento em tempos de crise, já que Gian vive um evidente processo de valorização de sua arte", completa.

Que o diga os compradores! Quadros preciosos do pintor foram arrematados já nos primeiros minutos do vernissage. A exposição permanece aberta na galeria Ambiente Del'Arte, Rua Siqueira Campos, 143, sobreloja 17.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Caos Urbano

As paisagens caóticas do cotidiano urbano estão traduzidas nas cores intensas do premiado pintor Gian Paolo Doth, que expõe sua nova coleção “Em Diálogo com as Cores” na concorrida Galeria Ambiente Dell’Arte, rua Siqueira Campos, 143, sobreloja 17, Copacabana, entre os dias 1º a 10 de outubro.

Reconhecido internacionalmente, Gian Paolo apresenta nessa Mostra cenas aparentemente banais das metrópoles, pintadas num diálogo direto entre cores e texturas. O traço do desenho torna-se secundário – um mar de cores invade a tela e sugere ambientes externos ao mesmo tempo em que revela um olhar íntimo e poético dos dias de hoje.

Os sentimentos são intuídos no entrelaçamento das cores e na forma das paisagens, de inspiração na escola italiana, movimento macchiaiolo florentino. Nesses espaços, os seres humanos aparecem muitas vezes diluídos em poucos traços, como que absorvidos pelo ambiente urbano.

O resultado é a leitura de um artista que tem como marca a luta pelo resgate dos espaços públicos. Gian Paolo é fundador no Rio de Janeiro do Movimento Ateliê Sem Portas. Conforme o nome sugere, o objetivo é pintar quadros ao ar livre. Nas palavras do pintor: “seduzir-se pela atmosfera da cidade e transformá-la em arte. Afinal, pintura é vida”.

Ao apresentar sua arte no momento em que ela é elaborada, o artista contribui para a criação de espaços democráticos de aprendizagem e resgata a dimensão humana, cultural e histórica das Artes Visuais. E para realizar a atividade, o artista convoca os seus alunos. Licenciado pelo Instituto Metodista Bennett, Gian é professor da Sociedade Brasileira de Belas Artes do Rio de Janeiro desde 1993.

A influência das cores tropicais é nítida em sua Mostra, convidando a luz a explodir na tela. Sua criatividade e originalidade renderam-lhe três prêmios de viagens internacionais, os quais lhe possibilitaram pintar em Lisboa, Cintra, Viena, Madrid, Barcelona, Cote D’Azur, Nice, Veneza, Bologna, Nápole e Roma, entre outras.

Premiações
Gian Paolo Doth tem quadros nos acervos do Museu Maria Fantinhas, Portugal, no Museu da Cidade de Petrópolis e no Ministério do Exército, entre muitos outros. Fez ilustração de bilhete da Loteria Federal, apresentou seu trabalho na XXXI Expoarte, na Exposição Itinerante das Paraolimpíadas 2007, na Academia Brasileira de Belas Artes, entre outros.

Recebeu premiações da Associação de Artistas Plásticos do Rio de Janeiro, Sociedade Brasileira de Belas Artes, Fundação Mokiti Okada, Departamento Cultural do Salão de Artes da Vila Militar, Associação dos Artistas Plásticos do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio, Prefeitura de Maricá, Grupo de Artistas Plásticos de Nova Iguaçu, Prefeitura de Mangaratiba, Casa de Cultura de Araruama, Corpo de Fuzileiros Navais, Prefeitura de Itaguaí, Paquetá Iate Clube, Sesc Rio, Universidade Santa Úrsula, Ministério da Defesa, entre outros.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Gian Paolo Doth se utiliza de uma linguagem formalista em um trabalho ligado à cor e ao desenho, numa linha gestual. Evidencia-se a primazia da cor e da textura em uma obra intimista na qual a linha está secundarizada. O que coloca a obra do artista no lugar do anti-clássico.

O trabalho de Gian Paolo Doth

Em alguns quadros, percebemos os movimentos verticais, em outros, diagonais, com supremacia da emoção em detrimento da razão. A obra de Gian Paolo, em alguns momentos, parece indicar uma conexão com a contemporaneidade de Iberê Camargo, no tocante ao gestual e ao dramático, ao fazer uma apropriação de elementos do início do séc. XX.Gian Paolo dialoga, especialmente, com o expressionismo alemão trazendo para os dias atuais, uma junção do neo-expressionismo e do neo-fauvismo, adaptando essas concepções para as cores tropicais, ao contrabalançar as cores frias, com as cores quentes, numa tradição brasileira.